A Importância do “Fazer Junto” na Aprendizagem

Em um mundo agitado, onde as nossas agendas estão sempre cheias e o tempo parece nunca ser suficiente, precisamos parar por um instante e nos perguntar: o quanto realmente estamos presentes na vida dos nossos filhos? É de suma importância ter cuidado ao fazer essa análise, pois estar por perto não significa apenas estar fisicamente no mesmo espaço. Presença verdadeira acontece quando nos envolvemos, quando participamos, nos interessamos, escutamos, celebramos conquistas e também acolhemos os tropeços.

E por falar em estar verdadeiramente por perto, diversos estudos comprovam que o envolvimento dos pais na educação das crianças tem impacto direto e profundo no desenvolvimento acadêmico, emocional e social delas. Um estudo conduzido pelo Harvard Family Research Project (Harvard University, 2010) mostrou que o envolvimento familiar constante está diretamente relacionado a melhor desempenho escolar, mais motivação e autoestima elevada entre os estudantes.

Outra pesquisa, realizada com mais de 1.500 crianças pelo NICHD – National Institute of Child Health and Human Development (EUA), revelou que o envolvimento precoce dos pais está associado a benefícios duradouros no desempenho cognitivo e no desenvolvimento emocional das crianças até os 11 anos de idade.

Fazer junto não significa ter todas as respostas. Significa caminhar ao lado. Significa dizer: “Conta pra mim o que você aprendeu hoje!” ou, de forma leve e curiosa, “Será que você já aprendeu como se diz isso em inglês?” — sempre com o cuidado de respeitar o tempo da criança e valorizar aquilo que ela já descobriu. Esse tipo de pergunta deve ser um convite à partilha, e nunca uma cobrança. O mais importante é celebrar o processo, com carinho e sem pressa. Muitas das vezes, essa simples troca é mais poderosa do que qualquer aula.

Fazer junto é brincar com uma palavra nova, assistir a um vídeo, repetir uma música engraçada. É rir junto, errar junto, celebrar junto. É nesse espaço de partilha, leveza e vínculo que o aprendizado ganha vida e sentido.

Estudos também mostram que experiências vividas com afeto e envolvimento familiar têm até 60% mais chance de se fixarem na memória de longo prazo. Essa descoberta, feita por pesquisadores da Johns Hopkins University (2017), reforça que o cérebro aprende melhor quando há vínculo emocional envolvido no processo.

E aqui entra algo muito especial: o Inglês. E não é preciso dominar o idioma para fazer parte dessa jornada. O que realmente importa é a abertura para explorar junto, aprender junto, vibrar junto.
Quando uma criança vê seus pais se divertindo com ela ao aprender uma nova palavra, cantar um trecho de música ou até repetir uma expressão engraçada, ela não está apenas aprendendo, ela está se conectando.

Por isso, fica aqui o meu convite: que tal transformar o aprendizado do seu filho também em uma oportunidade de crescimento para você? A fluência não precisa acontecer agora, ela vem com o tempo, se houver intenção e constância. O que você precisa neste momento é curiosidade, disposição e afeto. Um vídeo em inglês, uma palavra nova, um simples “good morning” dito com carinho já é um começo e pode significar muito mais do que você imagina.

O mais importante é mostrar ao seu filho que vocês estão nessa juntos. Porque aprender lado a lado transforma o idioma em conexão e a conexão em memória para a vida toda. Porque, no fim das contas, a infância é feita desses momentos simples e cheios de sentido. Do que a gente aprende, sim. Mas, mais ainda, de com quem a gente aprende. Os conteúdos passam. Os vínculos permanecem.

Que seus filhos cresçam lembrando do brilho nos seus olhos ao aprenderem juntos. Que o inglês, ou qualquer conhecimento, seja um caminho e não um fim. E que cada pedacinho dessa caminhada seja uma lembrança boa, de mãos dadas.

Porque o que se aprende junto… fica pra sempre.

Gabriel Moura