A Olimpíada Brasileira de Cartografia (OBRAC) de 2021, está em sua IV edição. É realizada pela Universidade Federal Fluminense. As etapas começaram em agosto e já estão indo para a fase final. Os participantes, nossos estudantes da 3ª série do Ensino Médio tem a possibilidade de ir para a cidade do Rio de Janeiro, disputar o 1º lugar e viver uma experiência memorável.
Para participar eles precisavam de pelo menos quatro estudantes para compor a equipe e um professor para se responsabilizar pela inscrição e orientação das atividades que estão sendo propostas.
A aluna Thaisa Rodrigues, vista pelos amigos como uma pessoa bem antenada e inteligente, teve a iniciativa de convidar o professor de geografia, Matheus Nascimento e montar uma equipe para fazer parte da competição de cartografia.
Foi pensando em seu currículo acadêmico que Thaisa procurou em sites de busca, a oportunidade de participar de uma olimpíada para desafiar o seu contexto escolar, extrapolar seus conhecimentos.
Então, se deparou com a possibilidade de participar da OBRAC. Ela entrou em contato com os amigos e com o professor, que aceitaram participar. A aluna disse que sozinha não teria conseguido chegar tão longe, que o trabalho em parceria foi essencial, inclusive, contaram com a ajuda de outro professor, Luiz Henrique, que leciona o componente curricular de matemática.
Em entrevista, a estudante Thaisa, mencionou que a professora Rosana, que fez parte do IEMP durante quase duas décadas e infelizmente faleceu de COVID no ano passado, marcou sua vida, acadêmica e pessoal, durante o período em que foi sua professora de geografia.
“Eu lembro quando cheguei no 6º ano e pensei que tinha arrasado na prova, mas na verdade eu tive uma nota baixa e ela me ajudou a melhorar.
Ela era o tipo de professora que te puxava para cima, que te motivava. ”
A equipe é formada pelos estudantes, Ana Luyza Cena, Rafael Lopes e Kauã Allonso, além da Thaisa Rodrigues. A equipe conta com a com a tutoria e acompanhamento constante do professor de geografia Matheus Nascimento e apoio e estímulo da equipe pedagógica do IEMP.
A Coordenadora Pedagógica do Ensino Médio, Vivianne Brandão Amarante, que acompanha e vibra com a jornada dos estudantes, orgulhosa do desempenho e protagonismo deles, deixou seu recado para o time:
“É muito importante o que vocês estão fazendo, estão conseguindo mostrar através desse trabalho, uma das características que o IEMP tem como marca registrada do serviço que entrega e do seu projeto pedagógico, sabe?
Essa educação que inova, através de estratégias e práticas, como a olimpíada. O IEMP tem esse propósito de promover uma educação empreendedora, desafiadora, interessante, significativa.
Então, a partir dessas atividades e projetos que extrapolam os muros da escola e que propõem o desenvolvimento da autoria de pensamento crítico, da pesquisa científica, a autonomia em buscar conhecimento, transformam a realidade e um horizonte de possiblidades de abre à nossa frente.
Vocês conseguiram marcar nesse ano de pandemia, um ano difícil, a participação e o crescimento de vocês de uma maneira muito brilhante. Obrigada. ”
Os estudantes afirmam que o trabalho em equipe é fundamental, mesmo que hajam dificuldades, como conciliar a rotina e os horários, eles se encontram através de uma plataforma de reunião online, onde debatem e resolvem as questões propostas em cada fase. Eles logo identificaram que cada um tinha facilidade em uma área específica. Assim, juntaram as suas habilidades para fazer o melhor. Chegaram a ficar por quatro horas consecutivas, a noite, debruçados em cima das questões.
O professor Matheus, diz que “a cartografia é uma ciência muito ampla, que é desafiante para os estudantes e também para os professores, pois não é fácil de compreendê-la. Ela envolve não só a geografia, mas trata da questão espacial, trabalha com questões de matemática e lógica (cálculos), envolve a história. Na geografia, a cartografia é um conteúdo bastante temido, justamente por essa interdisciplinaridade que ela exige. É uma ciência fundamental e penso que eles conseguiram entender isso”.
Em depoimento, Ana Luyza, fala de sua expectativa quando ingressou na olimpíada: “Eu estou sonhando em ir para o Rio de Janeiro, né… Ainda mais com esses colegas, super inteligentes. Logo percebi um grupo muito forte, por causa disso, vejo muito potencial em nosso time. ”
Ao receber o convite, Rafael contou: “Fiquei muito animado quando a Thaisa chegou com a proposta, eu estava deitado, sem fazer nada, no celular. E de repente, ela mandou mensagem e eu pensei – ‘caramba’, que legal! ”
“A cartografia está muito presente em nosso dia a dia, só que, as vezes, não conseguimos ter essa noção. Hoje, utilizamos tanto o celular, o GPS, o MAPS, para chegar a um determinado lugar e tem tanto conhecimento cartográfico ali por trás, tantos cálculos, tem um sistema de orientação que foi construído e é utilizado por cada um de nós. Acho que o grande desafio da escola e que o IEMP busca construir, é o desenvolvimento das habilidades ao longo da vida escolar e apresentar uma dimensão mais ampla, a parte aplicada mesmo, ” resume o professor Matheus, empolgado e feliz pela participação e representação da escola em um evento nacional.